Se interessou?

Fale com a nossa equipe!

ZDL (número único nacional) 4003-8726

Caipirinha de Caipirinha

Um jogo que eu inventei de jogar quando era adolescente é: “o mundo pode ser dividido em dois tipos de pessoas”.

É meio fácil de jogar.

Você simplesmente vomita essa frase despretensiosa e então a aplica a qualquer contexto pertinente, sem grande rigor científico.

Por exemplo: “o mundo pode ser dividido em dois tipos de pessoas – aquelas que gostam de jogos idiotas e as que não gostam”.

Com alguma sorte, é possível capturar doses mundanas de sabedoria nessas clivagens aparentemente arbitrárias.

Na barraca da praia, nota-se que existem pessoas que pedem caipiroska e outras que pedem caipirinha de vodka.

Particularmente, costumo admirar a turma da caipiroska – mais imaginativa e tropicalista –, embora não funcione para a variação da caipisakê, que me transmite o efeito contrário.

Aquelas pessoas que dizem “caipisakê” estão tentando imitar a criatividade da caipiroska por meio de paralelismos sintáticos, mas sem o mesmo charme.

Eu tenho um amigo que – graças a deus, não trabalha no mercado condominial – vai na mesma barraquinha de sempre, só que aquela era sua primeira vez; faz um tempo já.

– Bom dia! Solzão maravilhoso, hein? Por favor, você pode me fazer uma caipirinha? 

– Claro! Você quer caipirinha de quê?

Esse meu amigo ficou transtornado. 

– Como assim, caipirinha de quê? Caipirinha de caipirinha, uai! Limão, cachaça, açúcar, gelo. Sabe como é?

A moça da barraquinha deu risada, pediu desculpas, entendeu, e hoje não pergunta mais pra ele.

– Você tá certo, antes era assim, mas é que o mundo mudou muito, hoje o cliente tá criativo demais, e a gente se acostumou a perguntar, pra não correr o risco, né?

Esse é o risco de se dividir o mundo em dois tipos de pessoas. Sujeito começa a jogar e não consegue mais parar. Vai dividindo, dividindo e, de repente, surgem 256 modalidades diferentes de caipirinha, feitas para todos os gostos. Também existem Advogados de Condomínio para todos os gostos.

A essa altura não é novidade pra ninguém que além de Advogado de Condomínios invisto em alguns bares na cidade de Santos. Em verdade é a realização de um sonho de criança, onde tenho meu canto para confraternizar com os meus. Encontrar a sua turma é fundamental para a felicidade e mantém a sanidade mental de quem trabalha com os nervos à flor da pele como eu, você e os 3 leitores dessa coluna aqui. Por isso os paralelismos com drinks e petiscos ficou mais fácil pra mim.

Mas meu êxtase não vem dos bares. Não agora. Ele vem de um podcast ( mais um vício adquirido na pandemia) muito conhecido em nossa área comandado brilhantemente pelo Daniel Lima e pela bela Jailma Brito. Na última segunda feira, dia 10 de abril eles receberam a síndica Karina Nappi e o Advogado Felipe Faustino. Jailma não pode participar, mas deixou o comando em mãos super competentes de Vania Reis. Muitos nomes né. Vamos com calma.

Daniel é um mestre da comunicação. Aliou seu conhecimento em condomínios com competente eloquência e um carisma gigantesco. Deixa seus convidados à vontade e sabe captar interesse por onde passa. Vania é professora de quase todos que um dia são tocados pelo bichinho dos condomínios. É incrível sua habilidade de transmitir conhecimento de forma simples e agregadora.

Sou suspeito para falar de Karina Nappi. Se hoje tenho meu nome ventilado em alguns corredores de condomínios pela grande São Paulo devo a 2 pessoas: Karina Nappi e Jailma Brito. Ambas acreditaram na ZDL quando ainda engatinhávamos em terras paulistanas. Já escrevi algumas vezes aqui: vencer em São Paulo é incrivelmente diferente. Karina é dotada de uma impetuosidade espontânea que não abre portas, as arrebenta. Ela é daquelas que enche uma casa. Impossível não notar seu brilho e competência a quilômetros de distância. Se tem uma mulher que nasceu com o lema de São Paulo estampado no peito é ela: “não sou conduzida, conduzo”.

E não foi diferente nesse imperdível podcast. Falou poucas e boas, mostrou sua reconhecida competência – e seu jeito de me puxar as orelhas toda madrugada nas trocas de e-mails que temos em nosso horário maluco de trabalhar para condomínios. Ainda teve tempo para falar do Iron Síndicos – esse projeto inovador que bota Síndico pra entender de condomínio com a mão na massa. Ainda farei parte desse clube Ká, pode apostar!

E como não falar desse Gigante do Direito Condominial chamado Felipe Faustino! Felipe é dotado de inteligência acima da média, mas mescla uma característica imprescindível para trabalhar no mercado condominial: sua humanidade.

Conheci o Felipe quando falava de Meio Ambiente em condomínios. Um tema importante, mas bastante delicado para tratar no ambiente bélico de muitos condomínios. Incrível sua habilidade de humanizar cada tema técnico. De trazer doçura e suavidade em situações de conflito. Quando eu digo que sou fã daqueles que poderiam ser meus concorrentes é fato: eu admiro quem realiza bem e com paixão o meu ofício. E Faustino é sem dúvida um dos melhores profissionais de condomínio que conheci nos últimos anos. Já tem um presente e terá um futuro gigante pela frente! Acredite: quanto mais torcermos por profissionais como o Felipe em nossos condomínios, mais seguros juridicamente eles estarão. Vale a pena conferir o conteúdo desse programa!

Faustino, você tem razão quando encerra magistralmente sua participação no programa trazendo Carl Jung! Realmente existem 2 tipos de pessoa: as que tocam a alma humana e as que não tocam! Você é do meu time: Pra entender de Condomínios não basta entender de leis. É preciso entender de Gente!

Clodoaldo Lima é Advogado de Condomínio e Sócio da ZDL ADVOGADOS

Atendimento via Whatsapp